3 de abr. de 2020

A origem do Ego

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psicologia-comportamento-vega-conhecimentosCertamente, chegou a hora de compreender o que é o Caminho que há de conduzir à liberação final.


Perante tudo, é conveniente que conheçamos profundamente a nós mesmos. Inquestionavelmente, faz-se cada vez mais indispensável a autoexploração íntima do si mesmo, do mim mesmo. Se nós, mui sinceramente, aprofundamos em nós mesmos, se nos autoexploramos, podemos chegar à conclusão lógica de que somos, até agora, simples animais intelectuais condenados à pena de viver.


É demais que nos pavoneemos com o título de Homens. Foi dito que o home é o rei na Criação, e isso é óbvio. Porém, vamos ver o que somos: quem de vocês poderia dizer que é rei de todo o criado? A qual de vocês a Natureza obedece? Vocês estão seguros de poder mandar nos quatro elementos (fogo, ar, água e terra)? Vocês, por acaso, são administradores da Ordem universal?







A Medusa e sua cabeleira de serpentes, morta pelo herói Perseu, representa o Ego e suas inúmeras facetas

Então, Nietzsche, em sua obra Assim Falava Zaratustra, enfatiza a ideia do Super-Homem. Ainda lembro das frases de Nietzsche: “O homem é para o Super-Homem o que o animal é para o homem, uma dolorosa vergonha, uma gargalhada, um sarcasmo e nada mais”.

Porém, acaso Nietzsche era Super-Homem? Por certo, o Super-Homem de Nietzsche serviu de basamento místico à Alemanha nazista, para a Segunda Guerra Mundial (vejam vocês quão equivocado Nietzsche andava). Se ainda não existe o homem, menos ainda o Super-Homem.

Realmente, o único que existe atualmente não é o homem, senão o mamífero intelectual equivocadamente chamado homem. Creio que esse título, o de homem, é um chapéu que nos fica demasiadamente grande. Se não podemos governar a nós mesmos, muito menos podemos governar a Natureza.

Se o homem não é rei de si mesmo, então rei do que ele será? Poderia, acaso, ser rei da Natureza? Desde que se diz homem, entende-se por rei; e se não é rei, não é homem. Então, concluamos dizendo que o que existe atualmente é o mamífero intelectual equivocadamente chamado homem, e isso é diferente.

Se aprofundamos dentro do si mesmo, o que descobriremos? Órgãos, sim, eles formam parte do organismo humano, e por trás de todo organismo, o que há? O Lingam Sarira, constestam os hindustanis, Isso é certo, mas o que é o Lingam Sarira? O Corpo Vital, o assento de todos os nossos fenômenos fisiológicos, biológicos, químicos etc.

Mais além desse Corpo Vital, o que existe é o Ego, o Eu, o Si Mesmo. E que coisa é o Ego? Uma soma de agregados psicológicos: ira, cobiça, luxúria, preguiça, inveja, orgulho, gula e muitíssimos outros defeitos mais.

Certamente, ainda que tivéssemos palato de aço e mil línguas para falar, não conseguiríamos enumerar todos os defeitos que levamos dentro.


Estes têm personificações, os agregados psicológicos possuem figuras animalescas. Que clarividente se atreveria a negar esse ponto fundamental?


Assim, pois, meus caros irmãos, chegou a hora da reflexão. Além da morte, o que é que existe? O que continua? O Ego! E é, por acaso, o Ego uma beleza? Não, eu já o disse, é uma soma de agregados psíquicos, e dentro desees agregados psíquicos está esfrascada a Conciencia, a Esencia.


Em linguagem rigosamente alquímica, diríamos: o sal incorpóreo, não inflamable e perfeito. Ele é precisamente o fator diretriz de toda a nossa psique, o fator básico, para falar mais claro.


Desgraçadamente, está engarrafada, está embutida dentro dessas figuras animalescas do Ego, entre todos esses agregados inumanos que possuímos em nosso interior. Assim enfrascada, é óbvio que se processa em virtude de seu propio condicionamento, e isto é lamentável: dorme profundamente.


Quero que vocês compreendam, meus caros irmãos, quero que entendam profundamente, o que é o Ego. Quero que saibam qual é sua origem. Quero que o dissolvam radicalmente. Ouçam-me bem.


No Amanhecer da Vida, além da época do antigo continente Um, situado no Oceano Pacífico, os animais intelectuais receberam, desafortunadamente, o Abominável Órgão Kundartiguador. Falou-se muito da Kundalini, mas, quão pouco se falou de sua antítese, o Abominável Órgão Kundartiguador.


É claro que por aquela antiga idade, a capa geológica do mundo não tinha estabilidade permanente. Incessantes terremotos e terríveis maremotos convulsionavam nosso planeta, foi então quando certo indivíduo sagrado, acompanhado por uma altíssima comissão, veio à Terra em uma nave cósmica.


Depois de aquela comitiva sacra haver estudado o problema dos cataclismos, resolveu dar à Humanidade o antes dito Órgão, com o propósito de resolver o problema geológico.


Vocês me dirão: “E o que tem a ver essa questão dos tremores de terra e os maremotos com o Órgão Kundartiguador e o organismo humano?” Muito, meus queridos irmãos, muito! Tenham-se em conta que cada corpo ohumano é uma máquina extraordinaria, que capta as energias que descem do Megalocosmo e que as transforma maravilhosamente, para retransmiti-la automaticamente ao interior do organismo terrestre, às capas inferiores da Natureza, da Terra.


A Humanidade é um órgão do planeta Terra, é um órgão da Natureza, mediante o qual se transformam energias que vêm a ser básicas para a economia do mundo Terra. Inquestionavelmente, ao se fazer qualquer alteração na máquina humana, produzem-se, indubitablemente, modificações substanciais de energias, e ao serem estas retransmitidas às capas anteriores de nosso mundo, já modificadas, podem influir sobre a estabilidade da superfície geológica.


Ao dar, pois, à Humanidade o Abominable Órgão Kundartiguador, é claro, é óbvio, é ostensível, que as energias foram modificadas de forma tal que ao serem retransmitidas ao interior da Terra, exerceriam sobre a capa geológica um processo que teria como fim a estabilidade da mesma.


Pois vejam o importante que é a máquina humana, não é verdade? O Abominável Órgão Kundartiguador é a famosa cauda do Satã bíblico, que chegou a se cristalizar. Sim, é óbvio que o fogo sagrado projetado do cóccix até os infernos do homem se converteu na cauda de Satã (e tomando forma física, apareceu como a cauda dos símios).


Que houve uma época em que a Humanidade possuiu cauda é verdade, é certo, porém isso não quer dizer que nós venhamos dos símios, dos macacos, não! Ao contrário, eles vieram de nós, são degenerações da espécie humana, resultaram da mescla do animal intelectual com algumas espécies bestiais da Natureza.


Muito mais tarde no tempo (e eis aí o interessante), outra altíssima comissão resolveu arrancar da Humanidade o Abominável Órgão Kundartiguador. Já não era mais necessário, a capa fisiológica de nosso mundo havia se estabilizado.


Desafortunadamente, a Humanidade ao perder tal Órgão, ficaram em nós as más consequências do mesmo, e essas más consequências se acomodaram nos cinco cilindros da máquina orgânica.


Tais cilindros são: primeiro, o Centro Intelectual; segundo, o Centro Emocional; terceiro, o Centro Motor ou do Movimento; quarto, o Centro Instintivo; e quinto, o Centro Sexual.


Acumuladas as más consequências do Abominável Órgão Kundartiguador, dentro dos cinco cilindros da máquina, formou-se em nosso interior uma natureza inumana e terrivelmente bestial. As citadas consequências do Abominável Órgão Kundartiguador constituem-se no mim mesmo, no si mesmo, no Ego, no Eu.


É claro, é indubitável, que a Conciência, ou seja, a Essência primigênia, falando em linguagem alquimista, o Sal puríssimo, incorpóreo, oncombustível, sublime, ficou, digamos, enfrascada, encarcerada, embutida dentro dessa segunda natureza inumana.



O cavalo alado Pégaso e o Unicórnio são símbolos da Essência Divina livre do Ego.


Desde então, ficamos com duas naturezas: uma, esta externa que temos, e outra, interna, de abominação. O que fazer? Como fazer?

Desafortunadamente, meus queridos irmãos, conforme os tempos foram se passando, a Consciência embutida aí, foi dormindo pouco a pouco e perdeu os poderes que antes possuíra, esses poderes com os quais podíamos manejar o fogo que flameja, o furacão que ruge, as águas puríssimas da vida universal e a perfumada terra.

Em outros tempos, quando o Abominável Órgão Kundartiguador não havia aparecido em nós, podíamos perceber um terço de todas as tonalidades de cor existentes no Cosmo infinito.

Quero dizer a vocês, em nome da Verdade, e ponham muito cuidado, que existem cerca de 2 milhões de tonalidades de cor, e isso é verdade. Hoje, o ser humano dificilmente podoe perceber as sete cores básicas do prisma solar.

Naquela antiga idade, nesses tempos em que os rios puros de água manavam leite e mel, tudo era diferente, então os serees humanos levantavam a vista para o espaço e percebiam a aura dos mundos e dos Gênios Planetários e das humanidades que os povoam e os grandes hierofantes da antiga Arcádia, os Filhos da Manhã.

Podiam claramente ver no Akasha puro os mundos que haviam existido em passados Mahavântaras e aqueles que haveriam de existir em um futuro. Assim era a Humanidade em outros tempos.

Os ouvidos de cada ser humano percebiam as místicas vibrações niorissianas do Universo, falavam com os Deuses inefáveis e sabiam escutar as sinfonias que sustentam o Universo, firme em sua marcha.

Desafortunadamente, a involução foi precipitando os seres humanos pelo caminho da degeneração; as faculdades foram se atrofiando e com o tempo se perderam, lamentavelmente. Depois da segunda catástrofe transapalniana que mudou completamente a capa geológica de nosso mundo (com a submersão do velho continente atlante), precipitou-se a involução degenerativa humana.

As faculdades foram se atrofiando lamentavelmente, e, por último, a Kali Yuga, iniciada pela cultura greco-romana, nos trouxe ao estado em que nos encontramos atualmente.

Em outros tempos, antes da Kali Yuga, antes tivesse nascido a civilização greco-romana, iniciadora desta Idade Negra, existia o pensamento objetivo, a mente objetiva. Façamos uma plena distinção entre o que é mente objetiva e o que é mente subjetiva.

Entenda-se por mente subjetiva aquela que somente se fundamente nas percepções sensoriais externas.

Muitos pescadores vindos de outras terras da antiga Grécia lhes deu para brincar com a palavra, por fazer silogismos, prosilogismos, isilogismos etc. O jogo das palavras ficou muito simpático, serviu para matar o ócio.

Com o tempo, surgiu aí a associação meramente intelectiva, fundamentada nas percepções sensoriais externas (sistema racional deficiente que exclui os intuitos, o sistema racional meramente associativo desligado de todo processo da Consciência). Assim, muitas áreas do cérebro se atrofiaram lamentavelmente.

Desafortunadamente, os gregos cometeram o erro de expandir seu sistema racional por toda a face da terra e isso conduziu ao raciocínio subjetivo mundial.

Hoje, o cérebro humano já não trabalha completamente. Bem sabem os cientistas que nem todas as áreas do cérebro funcionam atualmente (produto, disso, da associação meramente subjetiva). Foi assim, meus caros irmãos, como a mente humana se degenerou, como o cérebro humano se atrofiou, se converteu no que atualmente é.

Pensemos, agora, nos romanos, pois eles, juntamente com os gregos, iniciaram a Idade Negra que estamos vivendo, a Kali Yuga. A diferença com os gregos é que aqueles [os romanos] em vez de brincar com a palavra, deram-se a brincar com o sexo.

Vagabundos da antiga Roma se entregaram à orgia, aos bacanais e até os exportaram mundialmente. Foi assim com se veio a perder definitivamente a vergonha orgânica, surgiram os prostíbulos por todo lugar e a humanidade se precipitou pelo caminho do infrassexo.

Hoje, vejamos o estado em que nos encontramos, degeneração sexual em grande escala e faiscante intelecto. Os velhacos do intelecto são terrivelmente luxuriosos, a luxúria e o intelectualismo (baseado, este último, nas meras associações racionais de tipo subjetivo) brilham por todo lugar, manifestam-se aqui, ali e acolá, e por todas as partes.

O Ego tomou proporções gigantescas, cada um de nós realmente leva por dentro todos os fatores que produzem guerras, amarguras, sofrimentos. Necessitamos nos libertar do estado em que nos encontramos. Todas as faculdades humanas se degeneraram, repito, lamentavelmente tudo se perdeu. Sobra-nos somente um fator que pode servir para nossa salvação.

Quero me referir enfaticamente à Essência, a qual, como já disse, está engarrafada dentro do Ego. É óbvio que dentro dela estão os dados que necessitamos para nos guiar pelo Caminho que haverá de nos conduzir à Liberação Final. Na Essência, na consciência, estão também as Partículas de Dor do Omnicósmico, ou seja, de nosso Pai que está em segredo.

Toda vez que erramos, Ele sofre, e suas Partículas de Dor ficam depositadas na Essência, na Consciência. E se sabemos aproveitar, podemos, mediante estas, despertar.

Na Essência estão esses dados que urgentemente estamos necessitando para nos guiarmos pela Senda do Fio da Navalha. A Essência é o guia esplêndido, que dentro temos para nos guiar, porém, desafortunadamente, está presa, encarcerada, embutida, engarrafada no Ego, no Eu, no Mim Mesmo, no Si Mesmo.

Necessitamos desenfrascar a Essência, desengarrafá-la para que possa nos guiar pelo Caminho que nos há de conduzir até a Liberação Final, e isso somente é possível, queridos irmãos, destruindo o Eu, eliminando-o, reduzindo-o a poeira cósmica.

Ele é o cárcere dentro do qual está enfrascada a puríssima Essência. Destruamos as barras desse cárcere, tornemos poeira a esses muros da ignomínia, reduzamos a cinzas essa garrafa para que sejamos livres.

Libertada a Essência, poderá nos guiar pelo Caminho de Perfeição, até a liberação final. Se quisermos destruir o Ego, devemos dissolvê-lo e eliminá-lo.

Na vida prática temos o ginásio psicológico onde podemos nos descobrir, porque na relação com as pessoas, com nossos amigos, com os companheiros de trabalho, com nossos familiares etc., os defeitos que levamos escondidos afloram, e se estamos alertas e vigilantes como o vigia em época de guerra, então poderemos vê-los tal qual são, em si mesmos.

Defeito descoberto deve ser submetido à técnica da meditação, e uma vez compreendido integralmente, podemos eliminá-los com a ajuda da Divina Mãe Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes.

Se em transe sexual, durante o Sahaja Maithuna, A invocamos de puro coração, Ela poderá nos auxiliar. Está escrito: “Pedi e se vos dará; golpeai e vos será aberto”.

Se Lhe pedimos, Ela nos dá, se golpearmos Ela nos abre. Peçamos à nossa Divina Mãe Kundalini particular, própria, de cada um de nós, que elimine de nossa psique o defeito psicológico que já tivermos compreendido a fundo em todos os territórios da mente.

O resultado será extraordinário: Ela eliminará o defeito, e se continuamos assim, trabalhando incansavelmente, chegará o dia em que o Ego terá sido desintegrado radicalmente, e então a Essência ficará livre e virá o despertar.

A Consciência desperta poderá nos orientar pela Senda do Fio da Navalha, a Consciência desperta nos entregará os dados que necessitamos para nossa própria Liberação Final.

Porém, deve-se ser paciente no Trabalho, e muito severos e muito constantes, porque cada defeito é multifacético e se processa em 49 níveis do subconsciente.

Samael Aun Weor, conferência A Origem do Ego




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