26 de jan. de 2020

OS-BEATLES-GENIAIS-EM-1965;




1965 – O ano em que os Beatles se tornaram geniais

"Help!", "Yesterday", "We Can Work It Out", "In My Life"... Os Beatles mudavam de uma banda pop competente para gênios da canção.




Em vez de sonhar que havia saído de casa pelado ou que voava sobre Liverpool – sonhos típicos, segundo a psicanálise –, Paul McCartney sonhou com uma melodia. Uma música tão doce e delicada que o Beatle tratou de não esquecer: já que havia um piano ao lado da cama, começou a tocar e ligou o gravador. Mas era boa demais para cair do céu assim – e Paul achou que talvez só estivesse lembrando de alguma coisa do rádio. “Por cerca de um mês fui atrás das pessoas no mercado musical e perguntei se já tinham ouvido.” Nada. A melodia era original mesmo. E que melodia… “Yesterday” se tornaria a canção mais tocada e regravada da história, segundo o Guinness Book – com versões de artistas tão diferentes quanto Elvis Presley, Elis Regina, Frank Sinatra e Katy Perry.


Segundo o britânico Spencer Leigh, estudioso da música, o sonho de Paul acabou tendo ajuda de um hit dos anos 1950, a balada “Answer Me, My Love”, de Nat King Cole, que tem os seguintes versos: “You were mine yesterday / I believed that love was here to stay / Won’t you tell me where I’ve gone astray”. Além da coincidência de aproximar “yesterday” e “here to stay”, há a repetição de finais em “ay”. Mas a semelhança se restringe a partes da letra. Antes de chegar à nostalgia de um tempo em que o amor era um jogo fácil, Paul treinava sua música com termos nonsense e cafajestes, só para preencher espaço. “Scrambled eggs / Oh, my baby, how I love your legs” (ovos mexidos… oh, meu bem, como eu amo as suas pernas).
 “Scrambled eggs. Oh, my baby, how I love your legs.”
“Scrambled eggs. Oh, my baby, how I love your legs.” (Mondadori Portfolio/Getty Images)
Fato é que a canção foi revolucionária, até como um divisor de águas quanto ao papel de George Martin na colaboração com os Beatles. “Foi aí que eu comecei a deixar minha marca na música deles, quando um estilo começou a emergir, e que em parte vinha de mim”, escreveu o produtor. Foi ele quem sugeriu a Paul substituir guitarra, baixo e bateria por um arranjo de cordas – algo inovador para o pop-rock da época. McCartney, a princípio, fez careta. Violinos e violoncelos podiam arruinar a imagem rocker que a banda construiu desde a adolescência. Porém, como todo mundo sabe, a sugestão de Martin prevaleceu. E os Beatles ensinaram ao mundo que não havia limites no que uma banda de rock pode fazer.
Outra transformação foi dentro da própria dinâmica do conjunto. Era a primeira vez que um deles tocava sem os colegas. Para um grupo que ascendeu graças ao entrosamento dos compositores e à camaradagem, era um precedente perigoso. Mas essa concessão ao individualismo também foi boa. Abriu caminho para letras mais confessionais e melodias que não dependessem de brainstorm para evoluir. A opção de chegar ao estúdio com uma ideia quase pronta era libertadora, e dava espaço para que um tímido como George Harrison se aventurasse a compor – sem que cada etapa de seu processo criativo fosse alvo do escrutínio. Eram outros Beatles que saíam dessa experiência embalada num arranjo de cordas – para o bem da música.
O clima de cooperação entre os Beatles fica evidente com o vocal de Paul se entrelaçando com os backings, um aparecendo sempre antes do outro terminar. Esta música – que tem a primeira performance marcante de John ao piano elétrico – foi uma das escolhidas para o filme Help! (mesmo que a cena em que ela aparece, com tanques de guerra, nada tenha a ver com a canção), e só foi tocada uma vez ao vivo, na BBC Radio. A letra saudosista, que Paul disse não ter relação com seus amores, lembra o tema de “Yesterday”.

Foi composta inteiramente por Paul, em suas férias na Tunísia – mais precisamente no banheiro do seu quarto. A canção, meio rockabilly, meio blues suingado, tem uma letra que não era biográfica. Nem poderia ser: “Outra garota, que me amará até o fim” não combinava com o relacionamento aberto que o Beatle tinha com Jane Asher.

John está determinado a roubar a namorada de seu amigo nesta música, primeiro alertando que ele “irá perder sua garota” e depois afirmando: “eu vou levá-la para sair esta noite e vou tratá-la bem”. Mesmo não sendo o tratamento que suas ex lembram ter recebido de Lennon.

Esta balada é mais uma evidência do quanto Bob Dylan foi influente na obra de John. Seja no arranjo primordialmente acústico, nos compassos em três tempos (e não em quatro, como no rock) ou na maneira de cantar, a música possui muitas similaridades com o folk do bardo. Os Beatles não compuseram harmonizações vocais e nem gravaram overdub da voz principal, deixando claras algumas imperfeições. Um solo de flautas aparece no final – a primeira vez que os quatro pediram um músico de fora para gravar com eles. Mas o ponto mais interessante é sobre a letra: apesar de parecer um lamento amoroso, John manda uma mensagem protetora a Brian Epstein, que era gay. Como a homossexualidade era crime na Inglaterra da época, Lennon sugere ao empresário que esconda o seu amor.

Foi nesta canção que George usou um pedal de volume para efeitos de guitarra pela primeira vez. Apesar de nunca ter falado sobre o assunto em entrevistas ou em seu livro I Me Mine, o Beatle se orgulhava de ela ter entrado para a trilha do filme Help!. A canção foi composta durante as filmagens, inspirada pela saudade que Harrison sentia da namorada, Pattie.

É um grito tão pessoal de Lennon que uma verdade histórica passa despercebida: a canção foi feita sob encomenda para o filme dos Beatles que já tinha esse nome, Help!. Confusão perdoada, já que a essência desse pedido de socorro não parecia (não era) uma estratégia de propaganda. John fez uma letra sem filtros, abrindo o coração sobre sua angústia com o peso da fama e as complicações da vida adulta. Reforçando o tema confessional, a contribuição de Paul na harmonização vocal dá ainda mais destaque ao canto introspectivo, em estilo folk, de um Lennon inseguro e carente.

 “I do appreciate you being around.”
“I do appreciate you being around.” (PA Images/Getty Images)
Esta quase fica de fora do álbum: nas sessões de Help!, Ringo gravou uma outra canção de Lennon e McCartney, “If You’ve Got Trouble”, que a banda decidiu não incluir no disco. Quando perceberam que ainda faltava material para o filme, pediram uma faixa ao baterista – até pela importância do personagem dele. Ringo escolheu “Act Naturally”, um country de Johnny Russell que tem na letra uma forma divertida de autopiedade. Esta música encerra a era das covers para os Beatles.

Composta para preencher o álbum, “It’s Only Love” foi a música que Lennon menos gostou de ter feito na vida: “Esta é a minha música que eu realmente odeio. A letra é péssima”, ele disse. Paul ajudou na composição, que resultou em um pop bem-feito, com uma fórmula de versos-ponte-refrão. Sobre a letra de John, McCartney aliviaria a tensão: “É só uma canção de rock’n’roll. Digo, não é literatura”.

Diferente de tudo que tinham feito até então. Assim os Beatles descreviam “Ticket to Ride”, a primeira música a ser gravada para Help!. Segundo John, o resultado foi pesado para a época – tanto que ele a chamou de “o primeiro heavy metal do pop”. A bateria sincopada, seguindo a linha da guitarra, junto aos ataques nos instrumentos de corda, garantiam esse peso. Uma segunda parte com levada contrastante, um final em andamento acelerado e até sua longa duração a diferenciavam das demais. A letra bem elaborada, em contrapartida, seguia a linha do pop, falando sobre uma garota que estava partindo porque o relacionamento a deprimia. Mas vinha com uma mudança: neste caso o autor não tenta fazê-la mudar de ideia, tristemente aceitando que “ela não se importa”. Um peso sentimental para combinar com a música.

 “I think I’m gonna be sad.”
“I think I’m gonna be sad.” (Michael Ochs Archives/Getty Images)
McCartney assumiu que não lembrava como a compôs. Mas até as menos memoráveis das músicas dos Beatles têm inovações. Aqui ficam por conta da percussão latina, das notas da melodia cantadas quase todas no contratempo e das alterações no padrão pop: a canção tem mais de um solo, a coda (o fim) é a repetição do solo pela metade, as repetições não acontecem quando se espera… Até então eles seguiam três ou quatro fórmulas e pronto.

Uma composição de Harrison, mas no estilo Lennon-McCartney: uso inteligente da letra – o início da segunda parte completa a primeira – e um jogo instrumental no solo, com o piano (tocado por Paul e George Martin) respondendo às frases da guitarra. Feita para a namorada Pattie Boyd, a música soa bem menos melancólica que as obras anteriores do Beatle quieto.

Gravada por pressão da Capitol Records, subsidiária americana da EMI, que pedia mais músicas para o álbum Beatles VI, a cover de Larry Williams agradou tanto aos Beatles que foi escolhida para fechar Help! no lugar de “Yesterday”. Mas a gravação não foi simples. Após ter reclamado dos takes, George Martin ouviu de John: “Vem você aqui cantar, então!”.

Uma combinação de estilos – country, bluegrass e folk – constrói a sonoridade desta que é a primeira música totalmente acústica dos Beatles. As frases longas, com poucas respirações, prendem a atenção do ouvinte, enquanto o refrão é ao mesmo tempo um suspiro entre os versos e o ponto alto da canção, com seu devido destaque nas repetições no fim da música.

Primeiro a guitarra, depois o baixo e só então a bateria. Com uma introdução que deixa até estudiosos sem entender sua métrica, “Drive My Car” abre freneticamente o disco Rubber Soul – bem ao gosto de George Martin. Paul chegou ao estúdio com a canção feita, mas, diferente do hábito de mostrar as partes já prontas para seus colegas, deixou que todo mundo criasse junto.

Harrison sugeriu o ritmo Motown e compôs o riff de guitarra (inspirado em “Respect”, de Otis Redding), que foi dobrado pelo baixo. Depois te ter tido muito trabalho para escrever a letra com Lennon, McCartney adorou o resultado cômico: um diálogo provocante, porém divertido, com um claro duplo sentido – “dirigir o carro” era um eufemismo para sexo.
 “Yes, I’m gonna be a star.”
“Yes, I’m gonna be a star.” (Mirrorpix/Getty Images)
Terminada pouco antes dos Beatles entrarem em estúdio para gravá-la, a mais longa música da banda até então (3min25) é uma das canções que McCartney compôs sobre o relacionamento com Jane Asher. Aqui ele expressa sua frustração pela falta de contato entre os dois – ela estava sempre viajando, envolvida com os compromissos da vida de atriz. Nem quando Paul brinca com sua própria composição, incluindo falsetes piegas em uh-lá-lá (executados por John e George), consegue mascarar o descontentamento.

Quatro compassos de introdução cantados à capela iniciam a primeira música dos Beatles que não trata de amor. John escreve uma canção sobre estar se sentindo perdido, sem saber o que fazer da vida – em suma, sobre ele mesmo. “Pensei em mim como esse homem de lugar nenhum”, disse. Com uma melodia descendente no verso, Lennon retrata musicalmente sua melancolia de forma surpreendente.

“Tivemos nosso período bonitinho e agora é hora de expandir.” A frase de Paul sobre as gravações de Rubber Soul se encaixa nesta canção de George. Antes considerado um compositor mais fraco, de melodias simples e letras banais, aqui Harrison entrega uma peça marcante, tanto por sua melhor performance vocal como pela sonoridade dos instrumentos – basta ouvir o baixo distorcido pela primeira vez por um pedal fuzz –, além da letra séria, que George disse ter escrito como crítica ao governo.

A primeira música-mensagem dos Beatles não podia ser sobre outra coisa: o amor. Mas não aquele entre rapaz e garota, explorado ao limite na primeira fase da banda. Agora é o amor universal – supostamente sentido após experiências com drogas como a maconha. John e Paul fizeram esta canção dois anos antes do Verão do Amor. E, para comemorar o término de mais uma composição genial, acenderam um baseado.
Assumidamente inspirado pela música “The Bells of Rhymney”, da banda The Byrds, Harrison escreveu esta que foi a única de suas canções a ter sido incluída em sets ao vivo dos Beatles – contando o último show deles. (Já uma cover desta música, lançada pelo grupo The Hollies, levou uma composição de George pela primeira vez ao Top 20 britânico.) O fraseado marcante da guitarra gira em torno de um único acorde, com o músico alternando os dedos para criar uma melodia junto à harmonia. A letra fala sobre o autor ter conhecido uma garota em um momento inoportuno, quando ele já está apaixonado por outra. Mas ele deixa uma porta aberta: “Escreva seu nome no meu muro e talvez você receba uma ligação minha”. George podia ser quieto, mas não tinha nada de bobo.

Paul escreveu esta música aos 17 anos e a cantava em festas, sem letra, brincando com a estética francesa que era moda entre os estudantes de arte. Quando estavam gravando Rubber Soul, John lembrou desta música. Paul pediu ajuda com a letra para Jan Vaughan (esposa de Ivan, que apresentara Lennon a McCartney), que era professora de francês. Ela inclusive sugeriu o início “Michelle, ma belle”. John colaborou com a repetição de “I love you”, inspirado na versão de Nina Simone para “I Put a Spell on You”.

Esta é a primeira das músicas creditadas a Ringo como coautor. A canção havia sido composta anos antes, por John, e mostrada a George Martin ainda em 1963, como uma possibilidade de faixa para o álbum Please Please Me. Acabou engavetada até 1965, quando foi escolhida para o baterista cantar. Ringo depois brincou, dizendo ter contribuído com “umas cinco palavras” na composição.

Sonoridade do folk irlandês, ritmo de valsa e solo oriental. Elementos musicais distintos se misturam nesta composição, na primeira vez em que George utiliza uma cítara numa gravação (só não foi a primeira em que o instrumento aparece num álbum pop por já ter sido usado na versão americana da trilha do filme Help!, dos próprios Beatles). A letra de John, porém, acaba roubando a cena, e com um tema instigante: a infidelidade. O autor capricha na ambiguidade, para não deixar claro se consumou o ato na casa de uma garota, cujo quarto é revestido de madeira norueguesa (como quando diz que dormiu na banheira). Era uma forma de fazer uma canção confessional sem ofender a esposa. Lennon era paranoico quanto a Cynthia descobrir seus casos.

 “I once had a girl. Or should I say she once had me?”
“I once had a girl. Or should I say she once had me?” (CBS Photo Archive/Getty Images)
Quem era “a garota”? Lennon contou, na época, não se tratar de alguém específico, mas de uma mulher idealizada, perfeita, que ainda não havia aparecido em sua vida. “Queria alguém com quem pudesse ser eu mesmo”, ele disse – completando que Yoko teria vindo a ser essa garota. Na música, de sonoridade greco-germânica, parece que o Beatle fala de duas mulheres diferentes: uma de sonho e uma de pesadelo, que o esnoba. Depois John explicaria estar tentando falar do conceito católico de “sofra e tudo vai dar certo”.

Paul disse que compunha músicas sobre seus relacionamentos como forma de descarregar emoções negativas – quando a canção era tocada, ele imediatamente se livrava do rancor. Desta vez, após mais um desentendimento com a namorada, ele precisou de 18 horas no estúdio para esfriar a cabeça. Mas a psicoterapia rendeu música boa, com levada country.

Gravada durante as sessões do álbum Help!, esta canção de Paul, composta durante as filmagens do segundo longa da banda, acabou ficando de fora. Então, quando estavam terminando a gravação de Rubber Soul, com um deadline apertado, os músicos recuperaram as fitas de “Wait” para preencher um vazio no disco. Mas a composição merecia mais que esse papel de tapa-buraco: complexa, tem partes assimétricas – os versos têm seis compassos, enquanto o refrão tem cinco e a ponte, oito.

John pegou emprestada uma frase de “Baby Let’s Play House”, a primeira música cantada por Elvis a atingir o top 10: “Eu prefiro te ver morta, garota, do que com outro homem”. Mas, enquanto a música original falava sobre uma paixão profunda, o verso foi usado por Lennon em tom de ameaça. E era a sério: apesar de pregar a paz mundial, John admitiu ter agredido suas esposas.

Lennon acreditava ter duas mentes: uma que escrevia poemas e outra que fazia letras pop para o público dos Beatles. Provocado pelo jornalista Kenneth Allsop em uma entrevista, ele resolveu unir as duas coisas. A primeira tentativa foi insatisfatória – para o próprio John: uma poesia sobre locais de Liverpool importantes na sua infância. Achou que o resultado parecia “uma redação sobre as férias”. Foi ao desistir do poema que a letra de “In My Life” surgiu: lugares e pessoas que passaram por sua vida, presentes num sofisticado texto saudosista, que não deixa de lado o amor atual – como no verso “não há ninguém que se compare a você”. A canção refinada, de belas melodias, recebe o reforço do piano de George Martin, tocado no estilo de Johann Sebastian Bach e acelerado na gravação para gerar o som característico de um cravo. O falsete de Lennon no fim é de arrepiar os pelos do braço.

Lennon disse ter tentado refazer ‘’This Boy’’, mas não ter conseguido. Apesar de ambas terem três linhas de harmonia vocal similares, e até um modo idêntico de tocar a guitarra, diferem em muitos pontos. E isso não tira o mérito de uma das baladas mais bonitas de John – ainda que a composição não tivesse agradado ao seu criador.

Com um dos riffs mais marcantes do rock, “Day Tripper” sempre esteve no repertório dos shows da banda, desde o seu lançamento. “Era uma música sobre drogas”, contou John. A expressão day tripper se refere às pessoas que usam drogas para “viajar” apenas ocasionalmente – o que não era o caso dos Beatles.

Shea Stadium, EUA, 15 de agosto de 1965. No primeiro show de rock em estádio aberto da história, os Beatles encerraram com “I’m Down”, tentativa de Paul McCartney de escrever uma música eletrizante para fechar as apresentações de forma apoteótica – algo à moda de “Long Tall Sally”, de Little Richard. Foi nesta ocasião que John tocou órgão pela primeira vez ao vivo, numa performance imitando Jerry Lee Lewis, tocando com os pés e com o cotovelo – e fazendo George cair na risada e se desconcentrar.

Um dos artistas favoritos de John, Larry Williams fez “Bad Boy” em 1959, copiando o estilo do grupo The Coasters – numa tentativa frustrada de alavancar sua carreira estagnada. Mas foi só quando os Beatles gravaram uma cover da canção, em 10 de maio de 1965 – o dia de seu aniversário de 30 anos –, que Larry viu sua música estourar. Um presentão.

 “Try to see it my way.”
“Try to see it my way.” (CBS Photo Archive/Getty Images)
A música foi composta quando Jane Asher, namorada de Paul, decidiu de uma vez por todas levar a sério a carreira de atriz. E isso significava deixar McCartney sozinho na casa em que viviam, em Londres. A letra mostra a insistente tentativa de fazê-la mudar de ideia, desde a primeira frase: “tente ver do meu modo”. John, que escreveu a segunda parte (terminada em estilo de valsa – sugestão de George), dá a sua visão da situação: “A vida é muito curta para agitação e brigas, meu amigo”. Apesar de tantas canções em que Jane foi a musa, não teve mais jeito: o casal se separou.

Por Ricardo Carvalho e Alexandre Carvalho - Super Interessante.



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